Nossa história

Na década de 1970, Yara Lucia Barbosa Palmieri, Rita Faleiros da Silva, Izaura Salin Latuf e Wilma Gordo Queiroz, acolheram em suas casas algumas crianças abandonadas. Unidas, elas queriam sensibilizar a sociedade de Ribeirão Preto em prol da adoção. O grupo tentava oficializar esse serviço através de constantes discussões com promotores, com o advogado Dr. Antonio Fernando Alves Feitosa e com o juiz aposentado Dr. Paulo Mont Serrat Filho.

Após 15 anos, em 1986, a entidade foi oficializada e denominada de Centro de Adoção de Ribeirão Preto (CARIB) e, além de estimular a adoção, guarda e tutela, funcionava como órgão voluntário auxiliar do Juizado de Menores de Ribeirão Preto.

Em 1988, o terreno na Rua Ametista, nº 920, foi cedido para a construção do prédio do CARIB, pelo Dr. Manoel Ferreira Leão e sua esposa, Adair Bueno Leão. Na década de 1990, o CARIB contava com equipe técnica e funcionários cedidos pela Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto para o Projeto Abrigo, e atendia crianças e adolescentes com até 18 anos.

O CARIB (Centro de Acolhimento de Ribeirão Preto), desde a sua fundação, em 1986, até 2014 atendia crianças e adolescentes através do Serviço de Acolhimento Institucional Provisório. Porém em abril de 2014 por determinação do Juiz da Vara da Infância todas as crianças consideradas demandas do CARIB foram transferidas para o SAICA (Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes) Municipal. Devido à experiência adquirida com crianças e adolescentes ao longo dos anos o CARIB, de 2014 até os dias de hoje, passou a desenvolver dois serviços:

  • Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, denominado Voltando as Origens, esse é um serviço com a finalidade de acolher temporariamente crianças e/ou adolescentes afastados do convívio familiar por Medida de Proteção, pelo fato da família se encontrar temporariamente impossibilitada de cumprir suas funções de cuidado e proteção. Nesse período, são realizados esforços junto à rede de apoio e serviços, visando o retorno dessa criança ou adolescente para sua família de origem. A criança acolhida não se torna filho, mas recebe todos os cuidados básicos, temporariamente, até que se defina seu processo jurídico. Ás vezes, tudo que uma criança precisa para atravessar uma turbulência em sua vida familiar, é ser acolhida provisoriamente por outra família. Acolher não é adotar!
  • Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, denominado Brincadeira é Coisa Séria, com atendimento para (50) cinquenta crianças/adolescentes de (6) seis até (14) quatorze anos de idade, sendo (25) vinte e cinco crianças/adolescentes no período da manhã e (25) vinte e cinco crianças/adolescentes no período da tarde. Neste serviço são oferecidas atividades, cujo objetivo é desenvolver o sentimento de pertencimento e identidade, fortalecimento de vínculo e valores humanos, nos seus vários aspectos: caráter; índole; ética/moral. Constrói-se um ambiente de convivência sociocultural e educativa, favorável e preventivo, na descoberta de potencialidades, por meio de atividades/oficinas, brincadeiras espontâneas e direcionadas. Contribui com desenvolvimento pleno da criança à medida que cria novas perspectivas de vida.